Eu sou um blogófilo (acabei de inventar essa).
Blogofilia, s. f.:Gosto de acompanhar os feeds dos mais variados blogs e sites, diariamente (atualmente 44 no total. Contudo não chego a ler todos, alguns como o digg, por exemplo, só leio quando quero descontrair). Não sei o que me dá, mas essa "satisfação" de você ler sobre um determinado assunto, no blog do escritor Fulano cujo estilo lhe agrada, motiva-me a sempre procurar por mais e mais feeds interessantes e com personalidade (tá, o digg foi um péssimo exemplo de escritor e personalidade. Mas de vez em quando você acha algo interessante por lá, oras!).
do Inglês Blog, contração de Web e Log + do Grego phil, r. de philein, amar
estado psicológico que leva à leitura compulsiva de artigos em blogs.
Dentre os campeões que eu SEMPRE faço questão de ler, está o Dinheirama, um site sobre economia e finanças, para leigos. Gosto do tipo de informação e da objetividade dos posts, muito embora, não poucas vezes, o mesmo assunto é "mastigado" inúmeras vezes, que pessoalmente me deixa com a sensação de ter lido algo que já me foi apresentado e eu já havia entendido. Mas sem
Pois é, o ponto que eu quero alcançar é que este post, fez-me refletir sobre o que eu estou realmente construindo para meu futuro.
É claro que tudo isso aqui está valendo muito a pena, apesar de todas as lutas e desafios que se apresentam diariamente, sem serem convidados. Mas será que isso foi de facto a decisão certa para o momento?
Deixando de lado todo esse lance de experiência de vida, de aventura e focando-me pura e simplesmente no lado financeiro da questão, chego à conclusão de que não é uma atitude muito inteligente. Caso estivesse ficado no Brasil, provavelmente iria ter começado alguns projetos paralelos, aplicado na bolsa, quem sabe até já começar a juntar dinheiro num plano de previdência privado?
Aqui, eu simplesmente não tenho condições de pensar em nada disso. Se o meu objetivo fosse juntar dinheiro na Austrália, eu estaria nas fezes! Tudo bem que minha decisão, meu 覚悟 (kakugō - algo como "estar pronto, decidido"), justifica o lado ruim dessa jornada, mas novamente, financeiramente, a longo prazo, não compensa nem um pouco!
Isso me faz voltar à minha motivação de vir pra cá: dou graças a Deus por ter essa possibilidade de "gastar" 1 ano da minha vida fazendo esse tipo de "besteira". Gosto de dar a desculpa à mim mesmo que ainda sou jovem, que tenho a variável tempo ao meu lado, que ainda tenho a esperança de construir um futuro estável quando voltar.
Conrado Navarro escreveu:A verdade é que não existe uma resposta certa para o futuro que estou construindo e, qualquer que seja o resultado, tenho certeza de que meu copo sempre esteve meio cheio, que sempre fiz o meu melhor. Continue lendo...
Nem sempre é fácil parar e pensar no futuro mais distante, quase que completamente intangível. Afinal, hoje, muitos de nós tem uma vida completamente diferente daquela prestes a nos encontrar, especialmente depois do casamento, do surgimento dos filhos e de eventuais mudanças profissionais. A velocidade das mudanças aumentou bastante, mas a justificativa não é suficiente e nem deve ser usada como simples desculpa.




