quinta-feira, 5 de março de 2009

Cheguei!

Falae galega! Pois é, outro post explicativo: cheguei neste último domingo à Sampa, encerrando oficialmente este espaço por hora. Ainda preciso atualizar algumas fotos, reorganizar todo meu álbum do Picasa e outras coisas, contar minhas últimas aventuras por lá. Só pra deixar um gostinho, depois de Jervis Bay, passei por Byron Bay, Brisbane, Noosa Heads, Hervey Bay / Fraser Islands e Airlie Beach / Whitsundays. Na volta pro Brasil, fiquei um tempo em Auckland (Nova Zelândia - na verdade foi num subúrbio longe pra cacete de Auckland, chamado Mangere) e na terra de nuestros hermanos, Buenos Aires, Argentina.

A gente em um festival de Jazz no Auckland Domain.


Mas é, fica aí minha desculpa. Ainda to sem net fixa, to sem rumo, mas assim que me encontrar eu venho terminar essa bagunça.

Saludos! Continue lendo...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

2008 em imagens

Já são mais de 20 dias desde minha última aparição em meu próprio blog. Bem à verdade, não tenho muito mesmo o que acrescentar, seriam apenas mais e mais diarréias mentais, balelas e reflexões sem sentido de alguém nostálgico. Acho que está chegando o tempo também de encerrar as atividades deste espaço: serviu seu propósito, estender essa dor é desnecessário.

Não fui viajar neste tempo, não fiz amigo secreto, não há novidades além do cotidiano fatídico que minha vida aqui acabou se tornando. Não fossem meus planos que antecedem a minha volta, meu natal esse ano já seria ao lado daqueles dividem meu sangue e meus sentimentos.

Mas, deixando a conversa de lado, tentarei fazer um post contando minha história de 2008, como no Desafio 21 dias do Blosque (que aliás há muito já terminou). Contudo, farei uma adaptação das regras, vou contar o meu 2008 aqui na terra dos koalas.

Março foi o mês em que cheguei aqui. Minhas primeiras impressões foram a de que o sotaque daqui é muito forte, a mão inglesa que quase me matou 2x, e a quantidade de estrangeiros (como eu) nesse lugar. Conheci alguns lugares de praxe, Darling Harbour, Manly, Bondi, Sydney Tower, Dee Why e acho que já começava a procurar um lugar pra morar (coisa que não foi fácil pra gente) nessa mesma época.

Também não lembro se já freqüentava as aulas de inglês, mas enfim, acho que foram 2 semanas de upper-intermediate e duas de advanced.

Abril já foi um pouco mais atribulado. Mudei-me para Dee Why, apartamento de um amigo de um amigo por algumas semanas, já de aviso prévio de despejo (brincadeira - é que o irmão do atual morador do apartamento estava vindo pra cá também, então assim que ele chegasse, teria que sair). Foi a despedida do curso de inglês também, amizades e pessoas que ficaram marcadas e faço questão de carregar pro resto da minha vida. Acho que nunca mais os encontrarei de novo, mas quem sabe, a vida dá voltas.

A corrida para achar um lugar para morar apertou. Não é fácil de se conseguir um, na situação que me encontrava - a única coisa que ficou foi a de que: para conseguir um apartamento, primeiro você deve provar que você não precisa do mesmo.

Maio as coisas melhoraram. Digamos que conseguimos (eu e meu flatmate, André) o almejado apartamento, com uma vista de cair o queixo para toda a Darling Harbour e a City (digamos que seja a Downtown daqui). Meu primeiro emprego também, num restaurante "italiano", ganhando merreca e trabalhando pouco ainda (minha situação não mudou muito desde então). Era garçom e meio que faz-tudo do lugar.

Nessa época também já ia às aulas de Business Certificate, quase que uma perda de tempo total. Enfim, Maio foi assim...

Junho já estava frio. E tomei uma multa de 200 doletas! Tudo isso por esquecer de carregar meu ticket na hora de descer do trem. Na verdade consegui recorrer e me aliviaram essa, mas a experiência foi no mínimo interessante. Fiz algumas functions (garçom de evento) mas não me adaptei. Comecei também no Gloria Jean's de North Sydney, um dos melhores empregos que já tive. Também não ganhava lá essas coisas, mas a experiência compensou tudo o mais.

Fim do ano fiscal também por aqui, então era saldão e liquidação para todo o lado.

Julho foi interessante. Fui ver o jogo do All Blacks x Wallabies (clássico do rugby, tipo Brasil x Argentina só que no caso é Austrália x Nova Zelândia), o Papa veio à Sydney por causa do World Youth Day e eu voltei a escrever em português. Foi um mês de muitas reflexões, muitos rearranjos em minha lista de prioridades.

Ah, acho que também alguém fez aniversário também, mas não tenho certeza...

Agosto se resume fácil: snowboard. Com certeza vou continuar a praticar, é viciante. O rush de adrenalina, a velocidade (nem tanto, novatos nem correm tanto assim) e tudo mais...fico morrendo de vontade só de lembrar. Bariloche, Chile que me esperem, lá vou eu.

Visitei também o zoológico daqui, não poderia faltar. Só senti a falta do Taz, ornitorrinco e do crocodilo monstro. Quem sabe ainda não consiga arranjar tempo para vê-los?

Setembro foi o mês em que eu matei um pouco a saudade da culinária do Brasil (cara, acho que minha primeira semana no Brasil vai ser comendo feijoada todos os dias). Foi um festival Brasileiro aqui nessa terra, pois a quantidade de tupiniquins aqui é impressionante. Havia acabado também o curso de Business e a loja de North Sydney fechou forçando-me a mudar para a franquia de Crows Nest, na qual trabalho até hoje.

Sobre Outubro, Novembro e Dezembro, não há muito também o que contar, nada de muito interessante aconteceu desde então. Continuo como barista, estou fazendo um outro curso de turismo, e o de sempre que não precisa ser mencionado: aproveitando sempre na medida do possível.

Como balanço geral, foi um ano extremamente satisfatório. Mudei, cresci, fiz novas amizades, aprendi muito sobre alguns aspectos da vida que eu tratava com relativa leviandade no Brasil, prioridades e conceitos revistos. A vida é assim, e eu continuarei a tocar conforme a banda. Para tentar amarrar tudo o que sinto no momento (ao som de Foo Fighters), farei um copy/paste de um outro post de muito tempo atrás:
It has hardened my skin, tempered my soul and teased my heart. I think I am now more serene, calm and blissful to an extent, without losing my firm grip over everything somehow concerned to me. For the sake of my sanity, I still want to go as further and farther as my legs can carry me on, so I can bring wisdom and strong will to myself. For that I am eternally in debt with my parents, who I could never, ever thank them enough.
Quem sabe eu volte, quem nunca sabe...mas até lá, fica meu grande abraço. Que venha 2009 com uma caminhada ainda maior, com dificuldades ainda maiores, pra que quando eu ficar velho, eu olhe para trás e veja todas as minhas vitórias.
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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Há 7 anos...

7 anos atrás, na pequena cidade de Bastos, eu conhecia um novo amigo, um doido que estava procurando por algo diferente na vida. Chegou "meio na dele", não sabia o que fazia, o que dizia, o que procurava e o que lhe esperava.

Conviveu conosco (indiretamente comigo) por 1 ano mais ou menos, estudou na mesma escola que estudei, fez judô com o mesmo mestre que tive e conheceu a maioria dos lugares que eu conheço desde a infância. Gente boa, vagabundo (como ele mesmo se refere a si mesmo) e gosta de ficar na preguiça o dia inteiro (acho que pegou essa mania dos bastenses).

Pois bem, ele é de Brisbane, encontrei-o ontem, após muitos anos quase sem contato nenhum. Veio pra Sydney pra prestar um concurso para um banco famoso daqui. Contudo, já estava de mala e cuia pra se mudar pras Ilhas Caimãs, onde já garantira um emprego num outro banco, vai administrar o dinheiro público brasileiro ganhar experiência e voltar pra cidade dele com um emprego melhor.

Quem diria lá atrás que em 7 anos eu o encontraria em Sydney pra comer um steak bem aussie e tomar uma cerveja no Darling Harbour? Mais random ainda, ele encontrou uma amiga da universidade (em Brisbane) que freqüentou aqui, na passarela do Darling!

Cameron, Camarão ou bushpig para os íntimos.

Como ele mesmo disse, daqui a 7 anos vamos nos encontrar de novo, mandar um lobster na praia, Ilhas Caimãs é o destino. Cheers bushpig! All the best in your new job!

P.S.: a foto tá porca porque a tirei com meu cebolar, Sony Ericsson W200i.
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Chega de saudade

Cara, não é porque é meu irmão não, mas o cara toca bem. O vídeo tá um pouco dessincronizado, mas acho que o que vale é a intenção.



Formado em piano clássico, estudou no conservatório de Tatuí e agora vive do sonho de músico. Continue lendo...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Insight

Última sexta-feira, tomei uma das piores chuvas da minha vida. Estava a caminhar para o trabalho, o tempo já estava feio, mas não achava que um pé d'água daqueles desabaria em tão pouco tempo. Grande erro!

Fiquei encharcado da cabeça aos pés, literalmente ensopado por inteiro. Não vou dizer que é uma das melhores sensações da vida, mas a situação me rendeu um bom click sobre a vida.

Ainda me pergunto, por que as pessoas correm tanto, hoje em dia? Volto a repetir que o imediatismo e a satisfação instantânea deixaram de ser parâmetros e se tornaram funções vitais. Isso em parte é bom, pois melhora a qualidade de produtos de consumo (viva o consumismo!) mas por outro lado, as pessoas nunca se sentiram tão depressivas, tão vazias, tão infelizes e tão insatisfeitas ao mesmo tempo. É uma sensação que vicia e a tolerabilidade à mesma só tende a aumentar. Diz que se o táxi atrasou apenas 5 minutos, você já não está todo impaciente e xingando por todos os poros do seu corpo? Claro que com as devidas proporções resguardadas, pois caso você esteja indo visitar o Papa na casa dele pra tomar um chá e comentar os atos terroristas de Mumbai, 5 minutos realmente soarão uma eternidade...

Mas, imagina que você está indo trabalhar, "devidamente" trajado (claro, o uniforme é bem básico) e toma um caldo daqueles. Qual seria sua reação?

"Pois bem, - pensei com meus botões - não adianta muito eu me estrangular em angústia, pois quem está na chuva é pra se molhar, mas veja bem, não importa o que eu faça, eu termino molhado da mesma forma. So...let's just enjoy it!"

O que quero dizer é que por vezes nossas preocupações e anseios são tantos e tão confusos que embaçam o verdadeiro motivo e a razão de cada um pra vida - mesmo lá no café: é tanto stress por pouca coisa, é um excesso de preocupações sobre tudo...que esquecemos que estamos lidando com outros humanos, passíveis de erros, imperfeitos - ali na chuva, eu simplesmente fiz questão de esquecer que estava indo trabalhar e tentei aproveitar ao máximo o momento.

Só pra terminar, peguei uma carona (de umbrella) com um indiano muito gente boa, até metade do caminho, até a chuva amenizar. Quando pus de novo o fone de ouvido, tocava "3 A.M. - Matchbox 20" bem na parte que "the rain's gonna wash away, I believe...

Cheguei na loja mais molhado que sei lá o que, caçoaram e riram de mim, e eu...ri também!
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